| Como criar sites que funcionam - Parte I |
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| Blog Delfino - Web 2.0 |
| Escrito por Delfino Vieira Coelho |
| Sex, 16 de Julho de 2010 - 11:32 |
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Neste artigo abordo as principais mudanças que vêm ocorrendo no mercado de desenvolvimento de sites assim como as novidades e tendências na Web. Sites tradicionais A produção de sites tradicionais é muito semelhante à construção de uma casa onde se contrata uma agência de publicidade (arquiteto) que faz um briefing do que o cliente almeja, depois é apresentado um modelo de layout (planta) que uma vez aprovado é passado para os programadores e designers (pedreiros e pintores) para a sua construção.
Outro ponto importante é que geralmente os sites tradicionais têm unicamente o objetivo de serem institucionais, de apresentarem apenas algumas informações ou de somente serem mais um canal de comunicação da organização/empresa. Se você imagina que é assim que se desenvolvem sites e que esses são os objetivos de se ter uma página eletrônica na web, por favor, pare, limpe a mente e se abra para todo um universo de novas oportunidades. Novas demandas do mercado de sites 1) Mundo físico x mundo virtual (1) Assim, como no mundo físico, em que praticamente toda empresa tem uma sede que por sua vez tem uma recepção com pessoas capacitadas e incumbidas em atender e direcionar as demandas dos clientes, fornecedores, colaboradores etc. dentro da organização/empresa, deve-se, no mínimo, ter essa visão no mundo virtual (1), ou seja, que todos os processos e serviços exequíveis de forma eletrônica sejam disponibilizados pela internet. É isso mesmo, todos! A questão não é mais (e apenas) o impacto que isso pode provocar no visitante do site. Vamos imaginar que estou pensando em trocar de cama e colchão e vou olhar os sites que vi nos anúncios de uma revista semanal, o primeiro é um site muito bonito, bem apresentado e que tem todas as informações da empresa, dos produtos e dos representantes de forma simples, clara e objetiva, o segundo, tem também atendimento on-line via chat, voz (voip) e vídeo, informações das comunidades de clientes, vídeos demonstrativos, blog das novidades e tendências do mercado com comentários dos clientes, área para os clientes e fornecedores acompanharem os pedidos etc. etc. etc. Qual fornecedor você iria preferir? Mas como já informei no início desse parágrafo, hoje, não é apenas a questão de impacto, há vários pontos que merecem destaque como o menor custo operacional dos processos eletrônicos via web, a possibilidade de se agregar valor com novos serviços e processos etc., mas vou destacar o que para mim tem mais importância hoje: Os clientes, fornecedores e colaboradores estão preferindo (e num futuro próximo vão exigir) cada vez mais executar o máximo de atividades de forma eletrônica via web porque geralmente é mais rápida e efetiva.
(1) Particularmente não gosto do termo “mundo virtual” porque remete a algo que não seria real e, efetivamente, o mundo eletrônico da internet é real e está cada vez mais presente em nosso cotidiano. 2) Sites bem posicionados nos buscadores Se o site depender de anúncios nos meios de comunicação tradicionais como em nosso exemplo (o de uma revista semanal) para ser encontrado, pode ter certeza que, no mínimo, você está perdendo muitas oportunidades. É fato que cada vez mais, as pessoas estão preferindo buscar informações de praticamente tudo em sites buscadores como o Google e o Bing, portanto, faz-se necessário que o site seja amigável aos buscadores e, principalmente, que os buscadores dêem relevância ao conteúdo do seu site. Recentemente recebi uma consulta de um cliente corporativo com atuação em vários países que tinha um site novinho e de “primeira linha” que não estava dando resultados e pedi para ele olhar sua página de clientes que tinha apenas uma única imagem, sem título, com a logomarca de dezenas de seus clientes (várias corporações top 100 do Brasil) e perguntei o que ele acharia que o Google ou o Bing iria indexar (e dar relevância) nesta página que só tem uma imagem r ainda sem título? Nada! O Google e o Bing irão privilegiar (mostrar primeiro nos resultados de pesquisa) os sites que são preparados para a indexação dos buscadores, que são dinâmicos, que são constantemente atualizados, que crescem em conteúdo, que tem referências em toda web como comunidades, que são interativos etc. etc. etc. 3) Sites atualizáveis com relevância e Web 2.0 Acredito que não exista nada pior para um site que ele estar desatualizado como faltar um produto novo, como a última notícia ser de 6 meses atrás ou qualquer outra informação ausente ou errada (não adiantaria nada o visitante achar o seu site facilmente e nele, não conter a informação ou processo procurado). Muitos optam por ter um site estático (sem alterações e somente com informações institucionais) justamente por não ter como atualizar o site, mas tenha em mente que sites estáticos sempre, sempre mesmo, não terão um bom posicionamento nos sites buscadores como o Google e Bing e, além de, é claro, não agradar nada o visitante. A questão da relevância é bem simples: sites com bastante conteúdo, preferencialmente exclusivo, que são atualizados constantemente (conteúdos novos) e tenham várias referências na web serão considerados mais importantes e relevantes pelos sites buscadores como o Google o Bing e terão um melhor posicionamento nos resultados de busca e, além de, é claro, agradar o visitante. Uma forma bem interessante de atualizar o site e crescer em conteúdo é introduzir os recursos de interatividade (Web 2.0) como blogs, comentários dos visitantes, livro de visitas, chat de atendimento, fórum, news letter, vídeos, enquetes, agenda de eventos, área para suporte, área para download de arquivos etc. etc. etc. e, além de, é claro, agradar muito, muito mesmo, o visitante. Portanto, se o site não tiver atualização/crescimento/interação ou se depender da manutenção de terceiros para alterações ou ser apenas um site tradicional, é muito provável que não vai ter muita utilidade, ou seja, é fundamental que estas atividades sejam incorporadas como um processo cotidiano (e importante) dentro da cada organização/empresa. Como criar sites dinâmicos, sites de fácil atualização, sites amigáveis para os buscadores e sites com interatividade Web 2.0? Bem, se essa pergunta fosse feita há apenas alguns anos atrás eu responderia primeiro com outra pergunta: Você tem bastante dinheiro para investir? Felizmente, hoje, afirmo, com toda convicção, que o que há de mais top nessa tecnologia está disponível a todos na modalidade de Software Livre, que atende desde as necessidades de sites de grandes corporações até as mais simples, que o acesso a esse conhecimento está disponível e compartilhado para todos na web, que os custos de produção e manutenção dos sites são muito mais baixos (muito mesmo) e acessíveis a todas as organizações/empresas.
Se você ainda não tem recursos técnicos para aprender essa tecnologia ou acha que a curva de aprendizado é muito longa e necessita de resultados rápidos, já é possível encontrar empresas e profissionais qualificados tanto para desenvolver o site como pra lhe assessorar e transmitir-lhe esse conhecimento. Minha recomendação é que não se contrate apenas o desenvolvimento do site, procure contratar também a capacitação. Tenha em mente que o quanto antes você tiver essa capacitação e conhecimento mais resultados obterá e com menor custo. Para atender a esse novo conceito estou desenvolvendo uma nova modalidade de negócio a qual estou chamando de “Desenvolvimento Assistido de Sites” em que o foco é o desenvolvimento do site com o máximo de transferência de tecnologia e conhecimento e capacitação em CMS para o cliente. No Desenvolvimento Assistido de Sites é analisado a capacidade de absorção de cada cliente e é elaborado uma plano de desenvolvimento em que tenha o maior repasse possível da tecnologia de CMS e atividades executadas pelo próprio cliente de forma assistida. Alguns artigos sobre o tema:
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Tenho recebido várias consultas de clientes quem recentemente fizeram sites considerados de primeira linha, geralmente elaborados por agências de publicidades tradicionais, com forte apelo visual e conteúdo bem elaborado, mas são sites que não são efetivos, são sites que não produzem muitos resultados.
Depois de pronto, a cada nova necessidade de alteração é feito todo o processo novamente e como geralmente essa forma envolve muito tempo e principalmente custos elevados, o cliente prefere fazer ele mesmo as alterações (os ditos puxadinhos) que geralmente acaba descaracterizando o projeto inicial e também acaba optando em não mudar quase nada no site o que traz conseqüências desastrosas.
Portanto, os websites devem deixar de ser tratados apenas como mais um canal de comunicação e, em breve, também devem deixar de ser tratado como uma extensão do mundo físico para a internet para serem considerados não somente como parte integrante de suas atividades principais, mas como um processo crítico de negócio, ou seja, mais um componente que determinará o sucesso ou o fracasso.
Essa tecnologia se chama CMS, do inglês Content Management Systems (Sistema de Gerenciamento de Conteúdo) que é um gerenciador para sites, portais e intranets que permite que o conteúdo de seu site possa ser modificado de forma rápida, segura, de qualquer computador conectado à Internet, sem a necessidade de maiores conhecimento de informática e existem vários desses sistemas de excelente qualidade como o Joomla, Drupal, Wordpress etc. disponíveis na modalidade open source (software livre).


